As vezes não consigo esconder o meu mau humor e ele acaba transparecendo em palavras ácidas demais, é isso que acontece quando você deixa as emoções tomarem conta de você. Reprimida pela própria sensatez, você melhora em uma coisa e quando vai ver está com uma aparência ótima pra quem foi esquecida de ser enterrada, como um fantasma na calçada vendo à sua frente passar tristezas, alegrias, tudo lhe pesando nas costas de uma maneira estranhamente agradável. Quem diabos sabe? Perdi o controle? Ou nunca tive? Pensamentos presos, se agarrando as coisas que o tempo quer levar embora. Por algum motivo, me faço perguntas agonizantes cujo a resposta eu já sei. Porque eu ainda tenho que aguentar isso? Como se não me ferisse, porque é sempre assim, não é mesmo? Tentando fugir dessa monotonia, tentando esconder indisfarçáveis emoções, se entregando, o tempo todo, aos meus desvaneios. As vezes eu estouro em um fluxo difícil de conter, mas estas palavras tão pouco importam. Pensamentos incertos, meus pais e suas repentinas atitudes estranhas tentando reorganizar os pensamentos, esquecendo desses problemas insignificantes e ao mesmo tempo com uma extrema importância. Porque a percepção das pessoas sobre mim costuma ser errada? Me enchem de perguntas que nem eles mesmos sabem as respostas, sentimentos a flor da pele, porém, uma dificuldade enorme de conta-los em voz alta. Um fluxo irracional de sensações estranhas,cujo eu mesma desconheço. Ondas de felicidades momentâneas e tristezas repentinas. A cada pulsar do meu coração sentindo as pessoas dizendo que nem eu mesma consigo compreender o que se passa, exato. Por um momento tudo parecia ter mudado, tudo parecia estar certo mas ao mesmo tempo tudo se parece intacto, igual a antes. Eu e minhas crises psicóticas, andando pelas ruas sem ter pra onde ir, apenas prestando atenção nas pessoas, na forma que elas sorriem e no som dos seus risos. Por ora, as coisas parecem fugir de meu controle e eu tento agarra-la em meus braços, tento, apenas tento. Essa estranha sensação de como se estivesse perdendo algo, continuamente e ao mesmo tempo tentando conter essa necessidade de acabar com essas emoções. Eu tentei mata-las, mais agora elas fazem parte de mim, pois tudo que tenho é o que não tenho. Afinal, a vida é assim, viver constantemente esperanças inúteis, sonhos inacabados e se sentir assim, como eu me sinto, como eu me vejo, é apenas ter uma expressão estampada em seu rosto escrito "Estranha", talvez só seja a densidade, o peso da lembrança. Viver desejando o silêncio das minhas emoções, muitas vezes desejando apenas empalidecer até sumir por inteira, abraçando dentro de mim, a confusão, por completa.
Obs: Tentei omitir, mas a cada palavra, senti como se isso estivesse transparecendo nelas.

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